PSIAF – Palm Springs International Animation Festival

Em Palm Springs, um oásis, cercado por montanhas, no meio do deserto da Califórnia, aconteceu em 2017 a primeira edição do PSIAF, o Festival Internacional de animação de Palm Springs. A cidade é bem organizada, de paisagismo invejável, avenidas largas, cheias de palmeiras e lar de diversos eventos envolvendo os famosos de Hollywood.

 

A equipe da organização do festival foi fantástica. Todos muito atenciosos, educados, receptivos, cordiais, alegres e empolgados dedicaram toda sua atenção a cada detalhe (incluindo as pessoas) do festival de animação que ocorreu entre os dias 9 a 11 de novembro de 2017 em Palm Springs.

Fantasmagorie (1908), um dos primeiros desenhos animados da história da animação abriu a primeira sessão de curtas do festival de animação de Palm Springs, Organizado por Dimitri Halkidis e dirigido por Brian Neil Hoff. Com o apoio e valorização do projeto do Boo2bullying, o bullying foi um dos temas centrais do festival.

Seguindo a mesma premissa, o festival priorizou a pluralidade de ideias, técnicas, pontos de vista, experiências e pessoas. Este foi o ponto mais forte do festival e o motivo pelo qual gostaria que ele crescesse e ganhasse mais visibilidade. Dos 273 curtas animados do festival (de 2700 submissões), de 103 países, a variedade era enorme.

Para se ter uma ideia, tive o prazer de conhecer uma criança de 9 anos de idade austríaca que tinha uma animação no festival, além de pessoas com necessidades especiais (incluindo uma que trabalha em Os Simpsons), que também tinham curtas sendo exibidos.

Isto sem contar a categoria especial para LGBT, outra para pessoas com necessidades especiais, animações tratando do tema de refugiados, a criação de muros e muito mais.

Mas não foi apenas a pluralidade que fez esta edição do festival. A valorização da mistura e relação da animação e das artes plásticas foi visivelmente importante, como é notável com o destaque do premiado Loving Vincent, um filme animado em tinta à óleo, que demorou 8 anos para ser feito.

O envolvimento com a comunidade também foi interessante, ao incluir um contest entre os estudantes de artes que fizeram cartazes para o festival.

Não podia deixar de falar da troca de experiências proporcionada pelos paineis realizados pelos artistas convidados, como Wallace Collvard, atualmente na Sony Pictures Animation.

Enfim, PSIAF surgiu no meio do deserto da Califórnia, com temas atuais e fortes como o bullying e a inclusão social, a valorização da pluridade e respeito entre as pessoas e a arte. Com isso, o festival chegou potencial para crescer e ganhar visibilidade no cenário local e internacional de animação.

EMERSON EAGP

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